Rádio Legal FM 101,9

(62) 3307-1184

  • Início
  • Notícias
  • Contato
  • Polícia Civil desarticula quadrilha responsável por furto de R$ 22 milhões em combustíveis

    12/01/2018 às 14:56 - Sem Categoria

    O dono de uma rede de postos e mais 11 pessoas foram presos pela Polícia Civil nessa quarta-feira, 10, suspeitos de furtarem R$ 22 milhões em combustíveis em Goiás. As prisões fazem parte da segunda etapa da Operação Líquido Dourado.  O empresário José Leonardo Ferreira Borges, dono de postos de combustíveis em Caçu, Caldas Novas e Senador Canedo, é apontado como líder de uma associação criminosa, da qual integravam sua esposa, Nara Cândida, e o enteado Augusto Godói - proprietário de um posto em Caldas Novas. 

    De acordo com as investigações, o empresário convencia os motoristas a cometer os crimes. Em seguida, o produto era levado para abastecer os postos de José Leonardo. Os condutores recebiam até R$ 15 mil por cada fraude. Segundo a polícia, eles bloqueavam os rastreadores. Os suspeitos presos nesta quarta-feira são de Senador Canedo, Caldas Novas, Bela Vista de Goiás e Rio Verde. Um homem ainda está foragido.

    “O combustível roubado era vendido normalmente para o consumidor. O lucro dos suspeitos era imenso”, afirma o titular da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas, delegado Alexandre Bruno. O delegado acrescenta que o José Leonardo, a esposa e o enteado também revendiam o combustível roubado para outros receptadores.

    Segundo a polícia, o empresário e família ostentavam uma vida de luxo, com um patrimônio de R$ 3,5 milhões. “Vamos pedir o bloqueio dos bens. São imóveis de alto valor e carros importados”, explica o delegado Alexandre Bruno.

    As investigações tiveram início no ano passado. Após receber informações da Polícia Rodoviária Federal - PRF - de que 51 ocorrências de roubo de carretas carregadas com combustíveis tinham muitas semelhanças, a Decar começou a apurar os casos. À época, 15 pessoas foram presas.

    Em quase todos os supostos roubos em Goiás, os motoristas repassavam o combustível para receptadores e, em seguida, registravam ocorrência como se tivessem sido abordados por ladrões.

    A operação terá continuidade para investigar se existem outros integrantes. Os envolvidos podem responder por furto mediante fraude, receptação, organização criminosa, estocagem e armazenamento irregular de combustível.