Conta de luz dispara em Goiás e consumidores reclamam: “Dobrou de um mês para o outro”
O já conhecido calor de outubro em Goiás veio ainda mais intenso este ano e pesou diretamente no bolso dos consumidores. Em muitos lares, a conta de energia praticamente dobrou de valor, deixando famílias preocupadas com o impacto. Segundo a Equatorial Goiás, a classe residencial registrou o maior aumento da série histórica, com alta de 14% em relação ao mês anterior. A média de consumo chegou a 240 kWh por unidade consumidora, resultado direto do forte calor, que fez aparelhos como ventiladores e ar-condicionados trabalharem por mais tempo.
Se dentro de casa a situação já pesa, no comércio o problema é ainda maior. Estabelecimentos que dependem de refrigeração constante, como sorveterias, lanchonetes e mercados, viram o custo disparar em plena onda de calor acima dos 40 graus. O comerciante Alessandro Carvalho, que mantém uma sorveteria em Goiânia, conta que foi pego de surpresa com o valor: “Eu levei um susto. A conta praticamente dobrou. A gente precisa manter tudo gelado o dia inteiro, não tem como desligar. Freezer, geladeira, balcão… tudo trabalha no limite. E quem paga somos nós”, desabafa.
Calor extremo e bandeira vermelha
De acordo com o Climatempo e o Cimehgo, outubro foi marcado por uma onda de calor intensa, exigindo mais refrigeração em residências e comércios. Mas o calor não foi o único vilão: a bandeira tarifária também pesou no orçamento. Por determinação da Aneel, outubro e novembro foram meses de bandeira vermelha patamar 1, que acrescenta R$ 4,46 a cada 100 kWh consumidos.
Segundo Alessandro, esse acréscimo deixa a situação ainda mais difícil: “A gente já gasta muito mais por causa do calor. Aí vem bandeira vermelha, taxa disso, taxa daquilo… fica difícil demais manter o negócio funcionando”, afirma.
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