Goiás foi o 6º Estado que mais teve empregadores incluídos na ‘lista suja’ do trabalho escravo

Abr 8, 2026 - 07:31
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Goiás foi o 6º Estado que mais teve empregadores incluídos na ‘lista suja’ do trabalho escravo

Goiás foi o 6º Estado que mais teve empregadores incluídos na “lista suja” do trabalho escravo, divulgada na segunda-feira (6). Ao todo, foram dez novos nomes goianos a ingressar no ranking, em 2026, composto por pessoas físicas e jurídicas relacionadas a casos fiscalizados nos últimos seis anos. 

Entre os nomes está o cantor Amado Batista. O Estado ficou atrás apenas de Minas Gerais (35), São Paulo (20), Bahia (17), Paraíba (17) e Pernambuco (13) entre as 22 unidades da federação onde foram flagrados trabalhadores em situação análoga à escravidão. Veja a lista:

  • Minas Gerais (35);
  • São Paulo (20);
  • Bahia (17);
  • Paraíba (17);
  • Pernambuco (13);
  • Goiás (10);
  • Mato Grosso do Sul (10);
  • Rio Grande do Sul (9);
  • Mato Grosso (7);
  • Paraná (6);
  • Pará (5);
  • Santa Catarina (4);
  • Maranhão (4);
  • Acre (2);
  • Distrito Federal (2);
  • Espírito Santo (2);
  • Rio de Janeiro (2);
  • Amazonas (1);
  • Ceará (1);
  • Rondônia (1);
  • Sergipe (1).

No total, os novos casos incluídos no cadastro resultaram no resgate de 2.247 trabalhadores em situações de exploração e trabalho análogo à escravidão. A atualização também removeu 225 empregadores que completaram os dois anos de inclusão no cadastro.

Em relação às atividades econômicas com o maior número de empregadores incluídos, estão:

  • Serviços Domésticos (23);
  • Criação de bovinos para corte (18);
  • Cultivo de café (12);
  • Construção de edifícios (10);
  • Serviço de preparação de terreno, cultivo e colheita (6).

Amado Batista 

O sertanejo teve o nome registrado em duas autuações na cidade de Goianápolis. Uma delas envolve o Sítio Esperança, com 10 trabalhadores, e a outra menciona o Sítio Recanto da Mata, com quatro trabalhadores em condições análogas à escravidão. Ambas as situações ocorreram em 2024.

Em nota, a assessoria do sertanejo afirmou que a informação de resgate nas propriedades é “inverídica”. Ainda conforme o posicionamento, os trabalhadores continuam operando normalmente nas áreas rurais, visto que as irregularidades ocorreram na contratação de quatro funcionários por uma empresa terceirizada

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