Justiça manda Wilder recolher material com Bolsonaro
O juiz eleitoral Aldo Guilherme Saad Sabino de Freitas determinou que a campanha do candidato ao governo de Goiás, Wilder Morais (PL), recolha um wind banner com a foto de Jair Bolsonaro (PL) e pare de usar a imagem do ex-presidente. Uma denúncia no aplicativo Pardal motivou a decisão da 135ª Zona Eleitoral de Goiânia no último dia 18 de setembro.
Conforme peça, a situação foi registrada na Avenida República do Líbano, esquina com a Rua João de Abreu, no Setor Oeste. No local, havia um wind banner com imagens do candidato e sua vice, Ana Paula Rezende, além das fotos de Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, postulante ao Planalto. Na legenda: “Presidente Flávio Bolsonaro, Vice Alfredo Gaspar”.
“A legislação eleitoral não contém proibição geral e abstrata ao uso, em adesivos, impressos de campanha ou outros materiais publicitários, da imagem de pessoa não candidata. Porém, no caso em tela, o que se discute […] é o uso da imagem do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, que está com seus direitos políticos suspensos, em propaganda eleitoral de candidatos ao pleito de 2026”, escreveu o magistrado.
Na ocasião, ele lembrou que a ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha esteve diante de uma situação parecida e determinou ao candidato que não veiculasse materiais com a imagem do ex-presidente. “Em consonância com o entendimento da eminente relatora, Min. Estela Aranha, utilizo os mesmos argumentos, entendendo a necessidade acautelatória de que o denunciado se abstenha de veicular quaisquer tipos de propagandas utilizando a imagem do ex-presidente Bolsonaro, por consequência das determinações contidas na Ação Penal 2.668, julgada pelo STF.”
Conforme a decisão, Wilder deve se abster de produzir ou veicular propagandas eleitorais com a imagem de Jair Bolsonaro, recolher todos os wind banners nessa situação e comprovar o cumprimento das determinações.
A campanha do candidato Wilder Morais informou em nota que está havendo uma tentativa das candidaturas de oposição para excluir o presidente Jair Messias Bolsonaro do cenário político. “Primeiro o PT entrou com ação, baseando-se em uma decisão proferida pelo ministro Alexandre de Moraes, agora uma denúncia no Pardal. Acredito que seja uma ação orquestrada em conjunto com o MDB”, diz trecho do texto.
“Tentaram silenciar o presidente Bolsonaro e agora tentam impedir que a gente continue o trabalho que ele começou. Mas os goianos sabem que a única candidatura verdadeiramente de direita, a única que é PL, que leva o número e a ideologia de Bolsonaro e a nossa candidatura”, declarou Wilder Morais.
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