A força de uma mãe e a luta de um filho pela vida, após afogamento em Ceres

Jun 1, 2026 - 14:33
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A força de uma mãe e a luta de um filho pela vida, após afogamento em Ceres

No dia 10 de maio de 2025, a vida do pequeno José Maurício e de toda a sua família mudou por completo. Na época, ele tinha apenas 1 ano e 7 meses de idade. O que seria mais um momento de confraternização entre amigos acabou se transformando em um dos episódios mais difíceis que uma mãe pode enfrentar.

Segundo a mãe, Marylia Marcela, a família participava de um encontro em uma residência na cidade de Ceres, algo que já fazia parte da rotina. José Maurício costumava brincar no local e, inclusive, já havia tomado banho na piscina em outras ocasiões.

Mas naquele dia tudo foi diferente.

A piscina estava coberta por uma capa de proteção. Em um instante, José Maurício se aproximou da borda, colocou a mão na água e acabou se desequilibrando. Na tentativa de se apoiar, segurou a capa, que cedeu sob o seu peso. Sem que ninguém percebesse, ele afundou.

Foi então que o coração de mãe falou mais alto.

Marylia conta que, em cerca de um minuto, sentiu a ausência do filho e começou a procurá-lo desesperadamente. Vasculhou a casa, correu pela rua e buscou por todos os lugares possíveis. Até que veio a notícia que nenhuma mãe gostaria de ouvir: José Maurício havia sido encontrado dentro da piscina, preso sob a capa de proteção.

A estimativa é que ele tenha permanecido entre três e quatro minutos submerso.

A corrida contra o tempo começou imediatamente. Por coincidência, havia um médico na residência, que prestou os primeiros atendimentos até a chegada ao hospital.

Mas a batalha estava apenas começando.

Durante o atendimento hospitalar, José Maurício sofreu uma parada cardíaca de aproximadamente 20 minutos. Foi necessário entubá-lo e transferi-lo para o Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), em Goiânia.

Ao todo, foram 71 dias de internação.

As consequências foram severas. A falta de oxigenação provocou uma sequela neurológica que resultou em paralisia cerebral. José Maurício precisou passar por uma traqueostomia e, atualmente, recebe alimentação por sonda.

Desde então, a vida da família passou a girar em torno de uma única missão: a recuperação de José Maurício.

Todos os dias são marcados por sessões de fisioterapia, consultas médicas, viagens e cuidados constantes. Apesar das dificuldades, os pais se agarram à esperança. Segundo os médicos, por se tratar de uma criança, as chances de evolução e recuperação são significativas.

A rotina da família foi completamente transformada.

Marylia e a avó de José Maurício dedicam grande parte do tempo aos cuidados com a criança. Para ajudar a custear o tratamento, Marylia trabalha e destina boa parte de sua renda às despesas médicas. O pai, que é autônomo, não possui salário fixo.

As despesas são muitas: fraldas, equipamentos, sondas de aspiração, medicamentos, deslocamentos frequentes para Goiânia e sessões de fisioterapia que, em grande parte, não são cobertas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Hoje, a família consegue manter o tratamento graças à solidariedade de amigos, rifas e doações. Porém, o futuro ainda é incerto, e cada ajuda recebida representa mais uma oportunidade para que José Maurício continue lutando por sua recuperação.

Por isso, a família pede o apoio de quem puder contribuir.

Qualquer valor faz diferença e pode ajudar a manter viva a esperança de devolver qualidade de vida ao pequeno José Maurício.

Chave Pix: 62985956955

Em nome de: Marylia Marcela Silva Oliveira

Uma contribuição pode parecer pequena para quem doa, mas pode representar um passo enorme na caminhada de uma criança que luta todos os dias para voltar a sorrir, brincar e viver plenamente.

@mary_marcela 

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